A proteína e os atletas mais velhos

A proteína e os atletas mais velhos

Os atletas master (40 anos ou mais) podem atingir níveis semelhantes de resistência à fadiga, massa muscular, força em relação a indivíduos mais joven

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Os atletas master (40 anos ou mais) podem atingir níveis semelhantes de resistência à fadiga, massa muscular, força em relação a indivíduos mais jovens.

Isso ajuda a retardar o aparecimento de muitos eventos adversos a saúde associados ao envelhecimento “normal”.

No entanto, apesar do impressionante alto nível de desempenho em atletas master, a deterioração músculo-esquelética permanece um pouco inevitável com o avanço da idade.

Assim, considerações nutricionais para melhorar a velocidade de recuperação, otimizar as adaptações de treinamento e, em última análise, melhorar ou manter o desempenho atlético, provavelmente diferirão entre atletas mestres e atletas mais jovens.

Visão geral

Uma visão geral das recomendações atuais de proteína para atletas é amplamente reconhecida que a proteína dietética tem uma gama de efeitos importantes para os atletas, incluindo aliviar a inflamação provocada pelo exercício, estimulando a síntese e acréscimo das proteínas musculares e potenciando a hipertrofia muscular, a força e o desempenho aeróbio.

A maioria das evidências disponíveis sobre os efeitos ergogênicos da proteína dietética foi gerada a partir de estudos em atletas mais jovens e muito poucos envolvem atletas mais velhos.

As recomendações mais recentes para o suporte nutricional de proteínas para a hipertrofia e Suporte na Endurance variam um pouco. Porém superior a quantidade diária recomendada (RDA) de 0,8g/Kg proteína.

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Distribuição adequada

É muito importante gerar uma distribuição adequada de proteína tanto na quantidade como na frequência, para maximizar a estimulação da síntese de proteínas musculares.

Geralmente proteínas completas(por exemplo, soro, leite, carne bovina), ricas em aminoácidos essenciais, como a leucina, oferecem uma maior vantagem para estimular a síntese de proteínas musculares.

Embora, proteínas de origem vegetal quando consumidas em maior quantidade ou a ingestão de uma combinação de diversas proteínas vegetais, pode fornecer um perfil de aminoácidos suficiente para otimizar a síntese proteica.

Será que a quantidade de proteínas difere para os atletas mais velhos (Master)?

A perda muscular relacionada à idade começa na quarta década de vida e é um presságio para a perda de força.

Para mitigar esta deterioração musculoesquelética relacionada com a idade, recomenda-se que as ingestões diárias de proteínas sejam maiores para indivíduos mais velhos (~ 50% acima do RDA atual).

Esta posição é, em parte, baseada na evidência de que a ingestão de proteína para estimular a síntese de proteínas musculares requer maior ingestão relativa em indivíduos mais velhos.

Assim, dado o requisito já elevado de proteína dietética para sustentar a manutenção da massa muscular em idade avançada, é intuitivo esperar que o requerimento nutricional de proteína para suportar a síntese de proteínas musculares no atleta em envelhecimento possa ser maior que os atletas mais jovens.

Matéria publicada em 22 de novembro de 2017, no blog do Profº Rogério Fernandes.

Prof. Rogério Fernandes

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