Série olimpíadas – Adhemar Ferreira da Silva

Adhemar Ferreira da Silva, um herói brasileiro. Adhemar Ferreira da Silva nasceu em São Paulo, no dia 29 de setembro de 1927 e foi o primeiro atleta b

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Adhemar Ferreira da Silva, um herói brasileiro.

Adhemar Ferreira da Silva nasceu em São Paulo, no dia 29 de setembro de 1927 e foi o primeiro atleta brasileiro a ser bicampeão olímpico. Conquistou as medalhas de ouro no salto triplo nos Jogos de Helsinque 1952 e de Melbourne 1956.

Em 2012, foi imortalizado no Hall da Fama do atletismo. Ele é o único brasileiro a representar o país no salão da Federação Internacional de Atletismo (IAAF), criado como parte das celebrações pelo centenário da instituição.

Filho único de um ferroviário e de uma cozinheira, Adhemar foi um menino magro de pernas finas e compridas, que ocupava seu tempo livre ajudando seus pais, o que o mantinha longe das ruas e de confusões.

Aos 18 anos, conheceu o atletismo, após o convite de um amigo para conhecer a pista do São Paulo Futebol Clube. Recebendo poucas explicações sobre a modalidade, foi para a pista e saltou a marca de 12m90, impressionando a todos. A partir daquele instante tinha início uma carreira esplêndida, ao longo da qual foi sempre treinado por Dietrich Gerner.

Sua primeira competição foi o Troféu Brasil, em 1947, quando obteve a marca de 13m05.

Série olimpíadas - Adhemar Ferreira da Silva

Adhemar Ferreira da Silva e um dos muitos troféus que recebeu na carreira de atleta. Foto: Acervo familiar

Jogos Olímpicos

Adhemar não conseguiu um bom resultado nos Jogos de Londres, ficando apenas em 14º lugar. Mas nas Olimpíadas de Helsinque, na Finlândia, em 1952, quando ele entrou na pista para disputar o salto triplo, não imaginava bater o recorde mundial que na época era de 16 metros, muito menos repetir o feito por quatro vezes na mesma tarde. Saltou 16,05 m, 16,09 m, 16,12 m e 16,22 m.

Pela primeira vez, um atleta deu uma volta olímpica na pista, para ser aplaudido de perto pelo público. Antes da prova, ele pediu à cozinheira finlandesa, que conhecera, um prato especial para sua volta: bife com salada. Ao voltar, Adhemar encontrou o prato e um bolo com a inscrição “16,22”.

Em Melbourne 1956, dois dias antes da prova uma dor de dente terrível ameaçou o desempenho do atleta brasileiro mas uma providencial ida ao dentista para uma punção resolveu o problema. Depois de um duelo com o islandês Vilhjálmur Einarsson, Adhemar consagrou-se campeão, tornando-se o até então único bicampeão brasileiro olímpico, com a marca de 16,35 metros.

Ele só seria igualado 48 anos depois pelos iatistas Robert Scheidt, Torben Grael, Marcelo Ferreira e pelos jogadores de voleibol Giovanni e Maurício, todos bicampeões olímpicos em Atenas 2004.

Por problemas pulmonares não diagnosticados pelos médicos, ele nem passou das eliminatórias em Roma, nos Jogos Olímpicos de Verão de 1960. Desde os 16 anos, e mesmo durante seu dias de glória, Adhemar fumava um maço de cigarros por dia.

Em 1993, recebeu o título de Herói de Helsinque, junto com Emil Zatopek e em 2000 foi agraciado pelo COB com o Mérito Olímpico.

Série olimpíadas - Adhemar Ferreira da Silva

Adhemar voa para o seu primeiro recorde nos Jogos Olímpicos de 1952, em Helsinque, na Finlândia. Foto: Acervo familiar

 

 

Série olimpíadas - Adhemar Ferreira da Silva

Centro de Memória do Vasco

 

 

Série olimpíadas - Adhemar Ferreira da Silva

Centro de Memória do Vasco

Além das pistas

Adhemar também foi um escultor formado pela Escola Técnica Federal de São Paulo (1948), Educação Física na Escola do Exército, Direito na Universidade do Brasil (1968) e Relações Públicas na Faculdade de Comunicação Social Cásper Libero (1990). Foi adido cultural na embaixada brasileira em Lagos, Nigéria, entre 1964 e 1967.

Em 1956, foi ator na peça Orfeu da Conceição, de Vinicius de Moraes e no filme franco-italiano Orfeu Negro, de 1959, feito a partir do texto teatral, que venceu o Oscar de melhor filme estrangeiro e a Palma de Ouro no Festival de Cannes.

No escudo do São Paulo Futebol Clube as duas estrelas douradas que estão na parte de cima foram adotadas em sua homenagem. Elas se referem aos recordes mundiais batidos por ele em Helsinque 1952 e nos Jogos Panamericanos da Cidade do México em 1955, quando conseguiu a melhor marca de sua vida, 16, 56m. Adhemar se transferiu para o carioca Club de Regatas Vasco da Gama em 1955 e por ele encerrou sua carreira em 1960.

Vencedor até a sua última prova, encerrou sua última competição oficial como campeão carioca no salto triplo com a marca de 15,58 m, disputada no Estádio Célio de Barros em 1 de outubro de 1960.

Adhemar Ferreira da Silva morreu em São Paulo, São Paulo, no dia 12 de janeiro de 2001.

Série olimpíadas - Adhemar Ferreira da Silva

O atleta Adhemar Ferreira da Silva toca violão, mais um de seus talentos. Foto: Acervo familiar

 

Ficha

Esporte: Atletismo
Nome completo: Adhemar Ferreira da Silva
Modalidade: salto triplo
Nascimento : 29 de setembro de 1927 São Paulo, São Paulo
Nacionalidade: brasileira
Falecimento: 12 de janeiro de 2001, São Paulo

 

Medalhas

Jogos Olímpicos
Ouro – Helsinque 1952 – salto triplo
Ouro – Melbourne 1956 – salto triplo

Jogos Pan-Americanos
Ouro – Buenos Aires 1951 – salto triplo
Ouro – Cidade do México 1955 – salto triplo
Ouro – Chicago 1959 – salto triplo

 


Fontes: Wikipedia, Veja, Brasil 2016, Fundação Palmares, Brasileiros.

 

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